Neste mundo confuso
Resvalo na penumbra
Do esquecimento
Curvo-me sem quebrar-me
Sem medo de enfrentar
O meu próprio reflexo
Só me sobram os lamentos
De cada dia que eu perdi
Que deixei passar sem lutar
E sendo assim,
Eu pouco mais que nada
Ouso observar as loucas pessoas
Que sobem e descem naquela rua
E nada mais
Não quero acabar com
Meus últimos sonhos
Nos meus primeiros cabelos brancos
Não desejo ser igual a eles
Renascerei para a vida
Deixando penetrar em meu peito
Toda luz que há n mundo
E deixar a esperança
Habitar o meu ser
Olhando para o mesmo céu
E fazendo a incansável pergunta:
Quando isso irá acabar?
Quando deixarei de beijar
Os traiçoeiros lábios da noite?

MARAVILHOSO
ResponderExcluir