segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Madrugada Assombrada

Aguardo mais uma vez o sol se por
E o céu enegrecido brilhe com a lua
Para ir à luta
Às vezes, me pego pensando:
O que ainda estou fazendo aqui?

Vivendo no dia e na noite
Buscando ser o melhor nos dois planos
Aceitando minha cruel condição

A busca insana por uma vida melhor
Fez-me dar adeus a minha juventude
Mas a maturidade de mulher que tenho,
Não tiram de mim
O meigo sorriso da minha infância

A maquiagem esconde do meu rosto
O sofrimento do pranto

Mais uma cálida noite de inverno
Nesse lugar assombrado
E chego a conclusão:
Os lugares não são assombrados
O que são assombrados são as pessoas

Desvencilhando-me das sombras
Vou vestindo-me de fé
Com o selo da esperança
Cunhado em meu peito

No raiar do dia
A claridade destila todo o veneno
Estou merecendo
Viver uma vida diferente

Passeio livremente
No meu lindo cavalo negro
E desfruto momentaneamente dessa liberdade
Seguindo renovada e inteira


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