Sobre um manto de sonhos bordados de estrelas
Vou escrevendo minha vida
Nas folhas de um velho pergaminho
Que jamais serão esquecidas
Eles dizem que eu sou sonhador
Que digam, boa noite Cinderela
Para uma pobre mulher rica
Que está ajoelhada na capela
A rezar sigo os meus dias
Pedindo perdão à Jesus,
Por todos os erros cometidos
Pela vida torta que transpus
Comi a romã de Persephone
Que me levou a um doce e maldito destino
Provei todas as delicias e dissabores
Minha vida transformou-se num desatino
Volto à terra, trago a primavera
Seis meses depois, retorno ao submundo
Onde tenho uma mescla de pavor e prazer
Consumindo-me num pesar profundo
Quero a noite como companheira,
Esperando o amanhecer
Sendo Venus a madrinha
De uma nova mulher a renascer
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