quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Liberdade



No meio dos meus devaneios,
Desato a fazer poesias
Palavras mudas que lanço
Para registrar os meus dias

Sem proferir palavras
No silencio dos meus pensamentos
Transparecendo sentimentos
De um passado de tormentos
E ouso premeditar o futuro
Numa intuição muitas vezes infalível
Trazendo do presente
Uma entrega inesquecível

Uma parte de mim sonha
O verdadeiro amo encontrar
A outra morreu tempos
Quando eu deixei de sonhar

Mas a esperança abarcando
Meu coração desacreditado
Vem chegando num sorriso
Bem mansinho e acanhado

Descobrindo a liberdade de me doar
Numa busca desenfreada
Vou saindo fugitiva
Mas, querendo ser encontrada


Ultima Noite



Vivi os últimos anos
Sentindo que nem tudo estava perdido
Buscando forças na verdade
Com um sentimento desentendido

Dentro de mim,
O medo sempre me acompanhou,
Mas, a coragem que sempre se sobressaia
Foi o que me libertou

Foi muito difícil ser gentil e sutil,
E não ferir quem me feria
Quando todos me condenavam
Eu lutei pelo que acreditava e mais queria

Ouvi muitas vezes
Que se afastavam de mim,
Por terem medo de por mim se apaixonar
Se, pesarem que eu era uma vitima
Das minhas próprias paixões

Algumas coisas foram embora
Mesmo contra minha própria vontade
Algumas foram arrancadas da minha vida
Deixando algumas feridas e muita saudade

Ultima Noite 2




Somente os acontecimentos da vida
Puderam dizer por quanto tempo
Guardo um segredo de tamanha importância

No momento que me despedi daquele lugar,
Beijei o chão que contou o meus passos
Andando durante muitos anos
As vezes ricos, às vezes escassos

Demorou muito para eu me transformar
Na pessoa que eu queria ser
Saber quem eu era,
Foi preciso aprender

O aprendizado foi muito necessário
Para sair daquele lugar
Eu adentrei naquela rua uma pessoa
E sai outra sem questionar

Fui trilhando o caminho que me conduz
De chinelo ou salto alto,
Me construiu de ouro prata e luz
Sou uma flor que brotou no asfalto



Madrugada Profana



A curiosidade me ofertou muita dor
Como Pandora abrindo a caixa proibida
E libertando um grande mau

Na madrugada profana
Deparo com olhares tristes

Regando tua flor cm meu néctar
Concedo-te meu ventre
Saciando sua fome de alma perdida
Sem sentidos e sem arrepios
Sem entrega e sem beijo

Mas, nesse momento
Tenho que ser toda sua
Vou acariciando seu ego
Mesmo sem desejar
Levo-te ao infinito da noite
E apago as minhas estrelas

Meu corpo solto
Mas minha alma aprisionada
Em lençóis baratos
Sorriso falso
Promessas mentirosas

Ganho aquele dinheiro
Que não pode comprar o intocável
Mas perco a minha paz
E o que poderia existir de melhor em mim

A cada madrugada que vivo
Vi revelando minha fraqueza
E aumentando as minhas feridas

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Persephone Sonhadora




Sobre um manto de sonhos bordados de estrelas
Vou escrevendo minha vida
Nas folhas de um velho pergaminho
Que jamais serão esquecidas

Eles dizem que eu sou sonhador
Que digam, boa noite Cinderela
Para uma pobre mulher rica
Que está ajoelhada na capela

A rezar sigo os meus dias
Pedindo perdão à Jesus,
Por todos os erros cometidos
Pela vida torta que transpus

Comi a romã de Persephone
Que me levou a um doce e maldito destino
Provei todas as delicias e dissabores
Minha vida transformou-se num desatino

Volto à terra, trago a primavera
Seis meses depois, retorno ao submundo
Onde tenho uma mescla de pavor e prazer
Consumindo-me num pesar profundo

Quero a noite como companheira,
Esperando o amanhecer
Sendo Venus a madrinha
De uma nova mulher a renascer

Sobrevivendo a uma Noite




Ninguém jamais poderá culpa-la
Muita revolta, uma dura sociedade
A ensinou a ser assim.
Uma vida inteira, uma luta guerreira
Assim vive essa dama condenada
A proporcionar amor.
Quanto mais a pedem,
Mais ela se nega,
A vida pode ser fácil,
Mas nem sempre era boa.
E o preço é muito alto,
Muito caro para ela.
O que são sentimentos?
O único que ela possui é a dor,
Um coração partido, jogado ao vento.
Ninguém se importa
Em tentar descobrir o que ela sente.
Nunca encontra pessoas
A quem pudesse chamar de amigo.
Sempre diz que as rejeições não doem.
Mas, na verdade, doem muito.
A escuridão,  o perigo, o risco,
Já não fazem a menor diferença.
Ela só quer sobreviver.
Sendo injustiçada e humilhada,
Ela sobrevive um noite inteira,
Acreditando que nada melhor,
Que um dia após o outro,
E uma noite no meio
E é só.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Noites Dificeis



Noite fria naquela rua
Olho para o lado
Não vejo esperança
Corro para o vicio
Tentando saciar minas desilusões
Acabo me desiludindo ainda mais
E perdendo o todo resto
De provisões que eu tinha

Volto para casa triste
Deprimida derrotada
Falo com você mesmo
Você não estando mais a minha espera
A solidão vem me mostrar
Que você não vai voltar
Eu choro o resto do dia sem parar

Minha alma continua
Te procurando nessa escuridão
E dentro de mim,
Onde ainda está muito vivo
O meu amor por ti

E minha vida continua decaindo,
Porque, eu continuo iludida
A esperar que você mude
Onde na verdade,
O que deveria mudar
Seria eu acordar desse pesadelo.

Continuo respirando uma mentira

Esse sentimento
Desnuda minha insensatez
E revela minha insanidade

Madrugada Assombrada

Aguardo mais uma vez o sol se por
E o céu enegrecido brilhe com a lua
Para ir à luta
Às vezes, me pego pensando:
O que ainda estou fazendo aqui?

Vivendo no dia e na noite
Buscando ser o melhor nos dois planos
Aceitando minha cruel condição

A busca insana por uma vida melhor
Fez-me dar adeus a minha juventude
Mas a maturidade de mulher que tenho,
Não tiram de mim
O meigo sorriso da minha infância

A maquiagem esconde do meu rosto
O sofrimento do pranto

Mais uma cálida noite de inverno
Nesse lugar assombrado
E chego a conclusão:
Os lugares não são assombrados
O que são assombrados são as pessoas

Desvencilhando-me das sombras
Vou vestindo-me de fé
Com o selo da esperança
Cunhado em meu peito

No raiar do dia
A claridade destila todo o veneno
Estou merecendo
Viver uma vida diferente

Passeio livremente
No meu lindo cavalo negro
E desfruto momentaneamente dessa liberdade
Seguindo renovada e inteira


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Mais Uma Noite de Ilusão




Os desejos de não sofrer
Me condenaram a um
Fingido espetáculo da vida
Num êxtase mentiroso e ilusório
Com um sorriso fácil e falso

Costumam dizer que meu sorriso
É muito bonito,
Eu até consigo encenar bem

Afinal e somente isso o que eles
Conseguem enxergar em mim

A pureza e a inocência da Renata
Está sepultada no sofrimento
Desejo soltar amarras
Dessa era apodrecida e gasta

Nesse meu cárcere de insensatez
Cansada do choro calado
Ainda tenho forças
Minha mente ainda lúcida

E minha pobre alma mortal
Invoca a todo momento
Aos espíritos de luz

Que me ajudem
A me transformar no que desejo
Resgatar minha criança interior
Que não tem maldades
E é repleta de alegrias e inocência

Aprendi a Amar a Noite




Quando olho para as estrelas no céu
Sei que uma nova batalha se inicia
Minha mente se deslumbra em pensamentos
De otimismo em relação a vida.
Sabendo que essa noite será mais uma conquista
Tenho vencido todas as batalhas

Vem-me uma sensação de
Paz e tranquilidade,
Enquanto a calma e serenidade
tomam conta do meu corpo,
Minha mente vagueia
E posso ler seus pensamentos
Em poucos segundos
Tudo o que existe de egoísmo
Se esvazia de minha alma
e tudo que é de bom
Corre pelas minhas veias
Sempre quero te ajudar
Te mostrar o caminho e te orientar
E sempre consigo
Mesmo quando você não e ouve.
Sabendo que minha parte eu fiz
Sem te cobrar nada por isso,
Porque dou de graça
O que de graça recebi
Te ajudando encontro motivos para
Continuar a viver cada vez mais
e intensamente,
Buscando melhorar a cada dia
E corrigir os erros do passado
Evitando comete-los novamente.
Não pensem que acaba por aqui,
Amanha vem outra noite
e assim a magia continua

Um Tempo na Vida


Por um momento
Eu me esqueci no esquecimento

Em outro, decidi dar um tempo
Para pensar em mim mesma

Alguns podem pensar
Que me transformei
Numa pessoa egoísta

Corri muito atrás de um grande amor
Construi grandes sonhos
Em cima de uma grande pessoa
Conclui que grande mesmo
Eram apenas os sonhos

Nos últimos tempos
Eu fui muito judiada e magoada
Sofri desilusões e dores
Fui tola, mas nunca fui fraca

Decidi me afastar
De tudo o que me fazia mal

Eu sei que continuo errando e pecando
Porem, contrariando a grande maioria
Continuo sendo o que sempre fui,
Desprovida da hipocrisia e mentira
Embora vivendo num mundo
Hipócrita e mentiroso.
Sou uma mulher verdadeira
Que só queria ser amada

Noites Vazias


Estou rodeada de pessoas
E quero estar sozinha
Tenho todos e não tenho
Aquele que eu mais quis

Minha alma clama por uma luz
A dor da mentira me consome
Sinto falta daquilo
Que eu nem conheço

Tenho milhões de pensamentos
Converso com os espíritos
As vezes chego a me questionar
Se ele realente me ouvem

Minhas noites estão passando
Cada uma mas devagar que a outra

E na escuridão de cada uma delas
Sinto que esse nunca foi o meu lugar
Mas, faço parte desse cenário
Há muitos anos

Coberta com um manto de incertezas
Meu peito sangrando está
Mascarado atrás do meu sorriso
E a multidão indiferente,
Nem percebe a minha presença

A Verdadeira Renata




Eu estive lendo muito livros,
aprendi filosofias de quase todas as etnias
Muitas estórias pra contar,
Estive procurando muitas respostas
Minha mente envolvida em muitos mistérios
Pesquisei todas as lendas e mitos do passado
Estive procurando por um sinal no céu
Na terra, no ar e no mar.
Estudei todos os signos do Zodíaco
Estive parada algumas noites em baixo da chuva
Sentindo as gotas caírem na minha pele
Conversando comigo mesma.
Passeei nas sete cores do arco íris
Brilhei com a luz das estrelas
Acordei com o raiar do sol
Voei com os pássaros
Escrevi um livro,
Plantei uma árvore
Brinquei na neblina da madrugada
Banhei-me com a luz da lua
Eu costumava conversar com ela
Hoje eu converso sozinha
E posso gritar aos quatro cantos do mundo:
Eu vivi e fui muito feliz nesse planeta
Aprendi e dividi com os outros
Meus pensamentos e meu alimento
Aprendi, que o que é matéria
Permanecerá nesse planeta materialista
Consegui olhar para dentro de mim mesma.
Encontrei a verdadeira Gloria
De ser um ser humano

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Triste Anoitecer




Quando o sol se põe
Ela começa a esfumaçar
Estou entorpecida nessa escuridão
Cada esquina tem seu guardião e a sua historia
Entre o ódio e o amor,
Salto alto, baton vermelho
Entre a carência e a mediocridade
Dinheiro, egoísmo, sucesso.
Eu sou parte disso e não tenho outra escolha
O céu é o meu maior companheiro,
E as estrelas são minha luz.
O frio é a minha punição.
O silencio a minha prece.
Entre almas negras e frias,
Congeladas por dentro.
Eles riem quando eu choro,
E não aprenderam que não se ri,
A custas das lágrimas de alguém.
Como você deseja minha alma,
Se não encara os meus olhos?
Não enxerga um coração
Atrás desse baton vermelho.
Eu sou corajosa e não temo a noite.
Essa maldição infindável
a morte me cerca de todos os lados,
E afinal, o que é a morte?
Eu desejo estar livre.
Entre a luz e a escuridão
Tudo acaba quando nasce o dia
Parece confortável
Desejo voltar para casa
Procuro a chave da minha liberdade
Abrindo as cortinas da realidade,
Usando meu verdadeiro nome

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cheia de Vazios




No ventre do dia, lágrimas solitárias
A noite se revela em minha armadilha
Riquezas contadas em moedas
Seguida por lobos em matilha

Faço um esforço imenso
Para não esquecer quem eu sou
Não esquecer meus valores
Foi tudo o que me restou

Já condenada pelos outros
Na calada da noite, uma lágrima cai
Engulo o desprezo amargo e sorrio
E o restinho de sabor se vai

Vivo num cárcere sem cela
Presa as minhas próprias ilusões
Conquistei felicidade em neblinas,
Que logo se esfumaçou em confusões

Do caminho que não se fez
Livre pensamento em viagem
Levo na mala sonhos falidos
Transportando uma dor selvagem

Queria voltar naquele tempo,
Onde eu não me fazia mal
Onde tudo era diferente
Noite e dia sempre igual

Escultura de um Homem





Com ajuda de Hefesto
Eu construi você
Eu sempre imaginei
Que eu tinha um dom artístico

Se eu não posso
Ter você em carne e osso,
Acho que isso chega bem perto

Forjado de fogo e aço,
Sem sangue nas veias.
Não pode me decepcionar,
Não pode me deixar triste
Nem pode me fazer chorar

Criei o homem perfeito
Aquele que no passado,
Estava em minha mente.
O tipo de homem com
O qual toda mulher sonha
á no fundo e que mais
Secretamente atinge seu coração
A gente até se aprece
Talvez seja meu destino
Ser uma escultura viva
De carne e osso
Porem bem diferente dos outros
Observando tudo e sempre calada
Conduzindo minha vida solitaria
Sem esperar por nada e por ninguém

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Mesma Pergunta



Neste mundo confuso
Resvalo na penumbra
Do esquecimento

Curvo-me sem quebrar-me
Sem medo de enfrentar
O meu próprio reflexo

Só me sobram os lamentos
De cada dia que eu perdi
Que deixei passar sem lutar

E sendo assim,
Eu pouco mais que nada
Ouso observar as loucas pessoas
Que sobem e descem naquela rua
E nada mais

Não quero acabar com
Meus últimos sonhos
Nos meus primeiros cabelos brancos
Não desejo ser igual a eles

Renascerei para a vida
Deixando penetrar em meu peito
Toda luz que há n mundo
E deixar a esperança
Habitar o meu ser

Olhando para o mesmo céu
E fazendo a incansável pergunta:
Quando isso irá acabar?
Quando deixarei de beijar
Os traiçoeiros lábios da noite?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vida Bandida




Vida bandida e perdida
Numa rua já esquecida
Moral acabada e escondida
Buscando nos céus guarida

Tornou minha vida inquieta
Com uma mentira secreta
Sorte falida e megera
Fiquei selvagem e incorreta

Minha cama esta vazia
Não tenho ninguém comigo
Vivo sofrendo na agonia
O que mais quero é abrigo

Ledo engano, asas quebradas
Lembranças amargas atravessam
O peito com certeiras flechadas
Num grito ardido, se confessam

Um vida que não poderei recuperar
Somente deixem-me chorar
Talvez assim, conseguirei abrandar
A dor que me fere sem cessar

Renascida Feiticeira




Atravessei uma longa historia
Em varias encarnações
Ouvindo ecos de era em era
Usando poderosa intuição

Fui queimada na fogueira
Como bruxa má que não fui
Hoje sou o fogo a consumir o pecado
Destemida e pacificadora
Renasço do mesmo fogo que me queimou
Uso a força das águas
O poder da terra e a magia do ar
Domino o amor e o ódio
Sou veneno e ao mesmo tempo antídoto
O que poderia temer hoje?
Nada!

Abrindo as asas de mulher sonhadora
Empunho minha cintilante adaga
Cravo-a no chão

Com um contato estreito com a natureza
Acendo a fogueira
Danço em volta dela na luz do luar
Entoo uma canção
Despida das vestes dos desejos mais ocultos
Vou fazendo o que em quero

A canção me embala
Em suave melodia
Apazigua minha alma

A dança fica magica
Porque a lua está cheia
Vem o vento esvoaçando meus cabelos
Descalça, piso firme em terra
E o calor do fogo me acariciando a pele

E com movimentos prazerosos
Vou bailando até o amanhecer

Opiniões Alheias




Não tenho medo da opinião dos outros
Eles estão sempre interessados em me criticar
Raros são os sinceros
Não espero demais de ninguém
Mas, no passado me iludi muito
Hoje vivo cordialmente,
Sem julgamentos e nem criticas

Tirei do convívio externo apenas o bem
Que me foi possível conseguir

Confio acima de tudo em Deus
Confio em mim, e tento manter os pés no chão
E a cabeça lúcida e calma
sim eu não me machuco mais

Faço o que tenho vontade de fazer,
Sou livre, independente
E pago minhas contas sem o auxilio de ninguém

Não deixo de ousar por medo de errar,
Fracassar ou enfrentar a criticas dos outros,
Já tive medo de perder um sonho
Senti medo e reprimi minha alegria

Fui sempre verdadeira, transparente
Fui apenas eu,
E não mudarei isso em mim
Serei sempre eu
Gostem ou não

Lado Bom da Dor



Tudo tem um lado bom
Ate mesmo a dor

Pois é ela quem alimenta a coragem
Não podemos ser corajosos
Se só nos acontecerem
Coisas maravilhosas

Sentindo dor aprendi
A ter esperança, equilíbrio
Aprendi ser humilde
E respeitar meus limites

Eu não me envergonho
De ser uma mulher que busca
Corrigir minhas errôneas opiniões
E tentar mudar sempre
Porque não e envergonho
De ser humilde, raciocinar
E buscar aprender

É heroísmo trazer
Nos lábios um sorriso
Enquanto por dentro
Seu peito se estraçalha de dor
Considero-me uma heroína

Não me condene, pois,

Eu desprezo sua ignorância
E ignoro o seu desprezo

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mulher Afortunada




Sou dona da prata e do ouro
Uma desentendida meretriz
Mistura de anjo e fera
Embora desiludida
Vitima das minhas próprias fantasias,
Ainda tenho muito amor dentro de mim
Porque, eu sempre soube o que queria
Porque eu sou uma guerreira corajosa

Minha verdadeira esperteza
Está em ser honesta.
Pela paciência e pela doçura
Fiz-me dona de mim
Dona da minha vida e das minhas atitudes

Não me importo com os julgamentos alheios
Não acredito em palavras que são jogadas ao vento

Hoje sou como o sol
Que não espera recompensas ou elogios
Simplesmente brilho






Meu Melhor Namorado



Quando lembro de você
O que tenho mais vivo
Na minha lembrança
É o seu sorriso incentivador
E o seu olhar penetrante.
Tendo a certeza
Que tinha em seus braços
A mulher que mais amava

Posso afirmar
Nessa altura da minha vida
Que você foi
O meu melhor namorado

Quando você me deixava no portão
O eu prazer era me ver entrar
Para saber que você podia dormir em paz
Porque sabia que
Naquela noite,
Eu estava segura

Você sempre dizia,
Que eu era a mulher certa
Na situação errada

Olho para o mesmo céu
Todas as noites
Sei que lá foi onde
Eu desenhei e gravei seu rosto
Sempre que estou triste
Vejo seu sorriso
Incentivando-me a continuar

Se um dia me perguntarem
O que na minha vida eu mais amei.
Vou responder que foi você

Amores Trocados




Dois homens apaixonados
Pela mesma mulher,
Uma luta, uma disputa.
Mas, o coração da jovem
Já pertencia a um deles

Duas mulheres sofrendo
Uma mãe e uma jovem
A mãe por ver os dois homens,
Filho e marido
Apaixonados pela ovem
A jovem por saber
Que amava o filho
Mais, o pai a queria
Com toda sua fúria

A jovem optou por
Libertar o amado
Para ver a mãe feliz
Outra historia acabada

Mais uma vez
Duas almas separadas
Seguindo em frente
Amando eternamente

Renascida



Eu nunca fui uma mulher comum,
E não será agora que serei
Deus me de livre arbítrio para escolher,
E eu escolho ser assim
Não sou do tipo que segue
Valores sociais pré estabelecidos,
Pois vejo o mundo
Através da minha própria vida
E da minha própria batalha
Prefiro encarar os desafios da vida
Do que viver uma vida privada
De amor e liberdade

Sou honesta e verdadeira
Pois aqueles que
Sempre dizem a verdade,
Adquirem o poder
De materializar suas palavras.

Não me comprometendo com o mal,
Sigo os meus dias,
Numa vitoria do bem

Prefiro perdoa milhões de vezes
Do que ter apenas um motivo
Para pedir perdão

Não me importo com seus julgamentos
E nem me iludo com seus elogios

Porque Deus não em mim
A mulher que caiu
aquela que é capaz
De se levantar e
Transformar-se em estrela do céu

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Noites na Estrada



Beijei os lábios da noite
Ela de pronto me seduziu
E presenteou-me com muita dor
Ouça suas gargalhadas de prazer
Ao me ver sofrer
Eu cometi o melhor pecado
Fui condenada a escuridão
E ao frio das madrugadas
Sinto como estacas afiadas
Que me trespassam o peito em agonia

Sobrevivo pela eternidade
Numa verdadeira mentira
Nas mentiras que finjo acreditar
Na verdade que nunca pude evitar

Cheia de ilusões e culpas

não choro mais
Não tenho lágrimas

Palavras bonitas não me comovem
Mentiras não me convencem

Quando a noite chega ao fim
Vou vagando em vão
Sumindo na frieza da neblina
Que congela meu ser e meu coração
E assim se passam os dias e as noites
Corroendo o restinho de bem
Que ainda resta em mim
Me tornando o que nunca desejei ser
Meu coração grita no silencio
Das minhas palavras
Implorando o amor divino
Que me devolva a inocência

Lugares




O mundo dá muitas voltas
E numa dessas voltas
Eu me encontrei numa determinada rua

Existem lugares dos quais me lembrarei
Por toda minha vida

Alguns com muitas curvas,
E algumas vezes
Eu estava sem freio nenhum

Derrapando numa velha rua
Onde todos derrapavam
Fui me direcionando
E seguindo o meu caminho

E um dia, me dei conta
Que não precisava mais
Andar naquela rua
Vi-me totalmente livre e percebi:

A liberdade ás vezes, não é escolhida
Porque ás vezes temos que nos
Desprender das amarras da servidão
E o ser humano é acostumado á servir
Ao amor, ao ódio ou a vingança
Menos o seu próprio coração

Meretriz Malandra



O criatura malandra
Parada na rua a se insinuar
Com seus belos seios fartos
Para o motorista olhar

Olhares lascivos para o bobão
Que para o carro para conversar
Ela mente e sorri com perfeição
Ele topa, sem duas vezes pensar.

No caminho do hotel é só sorrisos
Chama até de meu amor o infeliz
Mal sabe o tapado
Que ela é melhor que uma atriz

Depois que recebe o dinheiro
Muda a cara sem pestanejar
Ai quem dá as cartas é ela
E coitado dele se reclamar

Não pode isso, não pode aquilo
Termine logo, senão eu paro
Ele entra no quarto com tesão
E sai com uma decepção
Isso se não ficar na Mao

Não faz nada o que promete
Vinte minutos são o suficiente
O trouxa sai inconformado
E a meretriz toda contente

Valeu a Pena




Hoje enfrento corajosamente
A solidão e o frio das madrugadas.

Perdida num deserto de emoções
Atuo como um atriz no teatro das faces
Embora o roteiro sempre muda
De um instante para o outro,
E eu nem tenha tempo para ensaiar
Sou uma mestra dos disfarces
Porque consigo mascarar minhas emoções
Sorrio mesmo sangrando por dentro
E enquanto os coadjuvantes falam,
Eu estou formulando outros planos

Olho sempre para o mesmo
Pedacinho do céu,
Ás vezes tenho certeza,
Que a minha força está ali.

Mesmo na obscuridade
Consigo ter clareza
E encontro pessoas que tem
Clareza tanto quanto eu.

Sei que valeu a pena,
Porque sem essa escola
eu não teria tirado o diploma
De mestre de mim mesma.

Eu sou livre,
Eu sou forte,
Eu sou decidida
Eu sou feliz