sábado, 19 de fevereiro de 2011

Um Tempo na Vida


Por um momento
Eu me esqueci no esquecimento

Em outro, decidi dar um tempo
Para pensar em mim mesma

Alguns podem pensar
Que me transformei
Numa pessoa egoísta

Corri muito atrás de um grande amor
Construi grandes sonhos
Em cima de uma grande pessoa
Conclui que grande mesmo
Eram apenas os sonhos

Nos últimos tempos
Eu fui muito judiada e magoada
Sofri desilusões e dores
Fui tola, mas nunca fui fraca

Decidi me afastar
De tudo o que me fazia mal

Eu sei que continuo errando e pecando
Porem, contrariando a grande maioria
Continuo sendo o que sempre fui,
Desprovida da hipocrisia e mentira
Embora vivendo num mundo
Hipócrita e mentiroso.
Sou uma mulher verdadeira
Que só queria ser amada

Noites Vazias


Estou rodeada de pessoas
E quero estar sozinha
Tenho todos e não tenho
Aquele que eu mais quis

Minha alma clama por uma luz
A dor da mentira me consome
Sinto falta daquilo
Que eu nem conheço

Tenho milhões de pensamentos
Converso com os espíritos
As vezes chego a me questionar
Se ele realente me ouvem

Minhas noites estão passando
Cada uma mas devagar que a outra

E na escuridão de cada uma delas
Sinto que esse nunca foi o meu lugar
Mas, faço parte desse cenário
Há muitos anos

Coberta com um manto de incertezas
Meu peito sangrando está
Mascarado atrás do meu sorriso
E a multidão indiferente,
Nem percebe a minha presença

A Verdadeira Renata




Eu estive lendo muito livros,
aprendi filosofias de quase todas as etnias
Muitas estórias pra contar,
Estive procurando muitas respostas
Minha mente envolvida em muitos mistérios
Pesquisei todas as lendas e mitos do passado
Estive procurando por um sinal no céu
Na terra, no ar e no mar.
Estudei todos os signos do Zodíaco
Estive parada algumas noites em baixo da chuva
Sentindo as gotas caírem na minha pele
Conversando comigo mesma.
Passeei nas sete cores do arco íris
Brilhei com a luz das estrelas
Acordei com o raiar do sol
Voei com os pássaros
Escrevi um livro,
Plantei uma árvore
Brinquei na neblina da madrugada
Banhei-me com a luz da lua
Eu costumava conversar com ela
Hoje eu converso sozinha
E posso gritar aos quatro cantos do mundo:
Eu vivi e fui muito feliz nesse planeta
Aprendi e dividi com os outros
Meus pensamentos e meu alimento
Aprendi, que o que é matéria
Permanecerá nesse planeta materialista
Consegui olhar para dentro de mim mesma.
Encontrei a verdadeira Gloria
De ser um ser humano

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Triste Anoitecer




Quando o sol se põe
Ela começa a esfumaçar
Estou entorpecida nessa escuridão
Cada esquina tem seu guardião e a sua historia
Entre o ódio e o amor,
Salto alto, baton vermelho
Entre a carência e a mediocridade
Dinheiro, egoísmo, sucesso.
Eu sou parte disso e não tenho outra escolha
O céu é o meu maior companheiro,
E as estrelas são minha luz.
O frio é a minha punição.
O silencio a minha prece.
Entre almas negras e frias,
Congeladas por dentro.
Eles riem quando eu choro,
E não aprenderam que não se ri,
A custas das lágrimas de alguém.
Como você deseja minha alma,
Se não encara os meus olhos?
Não enxerga um coração
Atrás desse baton vermelho.
Eu sou corajosa e não temo a noite.
Essa maldição infindável
a morte me cerca de todos os lados,
E afinal, o que é a morte?
Eu desejo estar livre.
Entre a luz e a escuridão
Tudo acaba quando nasce o dia
Parece confortável
Desejo voltar para casa
Procuro a chave da minha liberdade
Abrindo as cortinas da realidade,
Usando meu verdadeiro nome

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cheia de Vazios




No ventre do dia, lágrimas solitárias
A noite se revela em minha armadilha
Riquezas contadas em moedas
Seguida por lobos em matilha

Faço um esforço imenso
Para não esquecer quem eu sou
Não esquecer meus valores
Foi tudo o que me restou

Já condenada pelos outros
Na calada da noite, uma lágrima cai
Engulo o desprezo amargo e sorrio
E o restinho de sabor se vai

Vivo num cárcere sem cela
Presa as minhas próprias ilusões
Conquistei felicidade em neblinas,
Que logo se esfumaçou em confusões

Do caminho que não se fez
Livre pensamento em viagem
Levo na mala sonhos falidos
Transportando uma dor selvagem

Queria voltar naquele tempo,
Onde eu não me fazia mal
Onde tudo era diferente
Noite e dia sempre igual

Escultura de um Homem





Com ajuda de Hefesto
Eu construi você
Eu sempre imaginei
Que eu tinha um dom artístico

Se eu não posso
Ter você em carne e osso,
Acho que isso chega bem perto

Forjado de fogo e aço,
Sem sangue nas veias.
Não pode me decepcionar,
Não pode me deixar triste
Nem pode me fazer chorar

Criei o homem perfeito
Aquele que no passado,
Estava em minha mente.
O tipo de homem com
O qual toda mulher sonha
á no fundo e que mais
Secretamente atinge seu coração
A gente até se aprece
Talvez seja meu destino
Ser uma escultura viva
De carne e osso
Porem bem diferente dos outros
Observando tudo e sempre calada
Conduzindo minha vida solitaria
Sem esperar por nada e por ninguém

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A Mesma Pergunta



Neste mundo confuso
Resvalo na penumbra
Do esquecimento

Curvo-me sem quebrar-me
Sem medo de enfrentar
O meu próprio reflexo

Só me sobram os lamentos
De cada dia que eu perdi
Que deixei passar sem lutar

E sendo assim,
Eu pouco mais que nada
Ouso observar as loucas pessoas
Que sobem e descem naquela rua
E nada mais

Não quero acabar com
Meus últimos sonhos
Nos meus primeiros cabelos brancos
Não desejo ser igual a eles

Renascerei para a vida
Deixando penetrar em meu peito
Toda luz que há n mundo
E deixar a esperança
Habitar o meu ser

Olhando para o mesmo céu
E fazendo a incansável pergunta:
Quando isso irá acabar?
Quando deixarei de beijar
Os traiçoeiros lábios da noite?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Vida Bandida




Vida bandida e perdida
Numa rua já esquecida
Moral acabada e escondida
Buscando nos céus guarida

Tornou minha vida inquieta
Com uma mentira secreta
Sorte falida e megera
Fiquei selvagem e incorreta

Minha cama esta vazia
Não tenho ninguém comigo
Vivo sofrendo na agonia
O que mais quero é abrigo

Ledo engano, asas quebradas
Lembranças amargas atravessam
O peito com certeiras flechadas
Num grito ardido, se confessam

Um vida que não poderei recuperar
Somente deixem-me chorar
Talvez assim, conseguirei abrandar
A dor que me fere sem cessar

Renascida Feiticeira




Atravessei uma longa historia
Em varias encarnações
Ouvindo ecos de era em era
Usando poderosa intuição

Fui queimada na fogueira
Como bruxa má que não fui
Hoje sou o fogo a consumir o pecado
Destemida e pacificadora
Renasço do mesmo fogo que me queimou
Uso a força das águas
O poder da terra e a magia do ar
Domino o amor e o ódio
Sou veneno e ao mesmo tempo antídoto
O que poderia temer hoje?
Nada!

Abrindo as asas de mulher sonhadora
Empunho minha cintilante adaga
Cravo-a no chão

Com um contato estreito com a natureza
Acendo a fogueira
Danço em volta dela na luz do luar
Entoo uma canção
Despida das vestes dos desejos mais ocultos
Vou fazendo o que em quero

A canção me embala
Em suave melodia
Apazigua minha alma

A dança fica magica
Porque a lua está cheia
Vem o vento esvoaçando meus cabelos
Descalça, piso firme em terra
E o calor do fogo me acariciando a pele

E com movimentos prazerosos
Vou bailando até o amanhecer

Opiniões Alheias




Não tenho medo da opinião dos outros
Eles estão sempre interessados em me criticar
Raros são os sinceros
Não espero demais de ninguém
Mas, no passado me iludi muito
Hoje vivo cordialmente,
Sem julgamentos e nem criticas

Tirei do convívio externo apenas o bem
Que me foi possível conseguir

Confio acima de tudo em Deus
Confio em mim, e tento manter os pés no chão
E a cabeça lúcida e calma
sim eu não me machuco mais

Faço o que tenho vontade de fazer,
Sou livre, independente
E pago minhas contas sem o auxilio de ninguém

Não deixo de ousar por medo de errar,
Fracassar ou enfrentar a criticas dos outros,
Já tive medo de perder um sonho
Senti medo e reprimi minha alegria

Fui sempre verdadeira, transparente
Fui apenas eu,
E não mudarei isso em mim
Serei sempre eu
Gostem ou não